segunda-feira, 12 de julho de 2010

O poder do Ômega 3


O ômega 3 é um grupo de três ácidos graxos (gorduras) divididos em: AAL (ácidos alfa-linolênico), DHA (docosahexaenóico ) e EPA (eicosapentaenóico); O ômega 3 ou ácido linolênico é uma gordura poliinsaturada, caracterizada como essencial, por não ser produzida pelo nosso organismo. Por isso devemos obtê-la através dos alimentos.


O ômega 3 é atualmente muito comentado pois vem sendo amplamente utilizado como tema de variados estudos científicos relacionados a prevenção de doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, depressão, Mal de Parkinson, entre outros.


Ele reduz consideravelmente o risco de ataques cardíacos e problemas circulatórios como a aterosclerose. Tem efeito antiinflamatório, inibe a coagulação sangüínea e a formação de plaquetas. Auxilia no controle do colesterol, reduzindo os níveis de LDL-colesterol, considerado o mau colesterol e eleva os níveis do bom colesterol, o HDL-colesterol, além de reduzir os níveis plasmáticos de triglicerídeos. Também melhoram a sensibilidade a insulina.

Encontramos o ácido graxo ômega 3 em peixes de águas frias e profundas como: atum, anchova, arenque, salmão e sardinha, no óleo da semente da linhaça e em menores quantidades no óleo de canola e soja.


É importante considerar que os óleos poliinsaturados (como o ômega-3) são peroxidados (deteriorados) com facilidade em dietas pobres em antioxidantes. Lipídios que sofrem peroxidação não exercem seus efeitos benéficos podendo ainda romper e destruir membranas celulares importantes em nosso organismo. Daí a importância de uma dieta saudável, pois sem as vitaminas e minerais presentes principalmente em frutas e hortaliças o ômega 3 pode não cumprir seu papel benéfico.


Sempre a melhor forma de ingerir os nutrientes é através do próprio alimento, especialmente dentro de uma dieta saudável como um todo. O consumo de peixes é infelizmente muito pequeno, principalmente entre os gaúchos. Isso dificulta obter as quantidades ideais de ômega 3.

Em relação aos alimentos industrializados, com adição deste ácido graxo é necessário analisar cada um, pois é importante saber a fonte utilizada, se óleo de peixe ou óleos vegetais, o que também determina a qualidade do ômega 3, já que não são todos iguais e não atuam da mesma forma no organismo. A quantidade disponível no alimento e o real benefício para o indivíduo devem ser analisados. Outro ponto é considerar o produto como um todo. Não adianta conter ômega 3 e ao mesmo tempo ser rico em gorduras saturadas ou gorduras trans, que são altamente prejudiciais.


O importante é chamar a atenção para existência de uma gordura tão benéfica ao organismo e a importância de consumir alimentos ricos neste ácido graxo e não em produtos industrializados que prometem milagres.




quarta-feira, 12 de maio de 2010

Azedinho saudável


As crianças adoram e se divertem bebendo iogurte. Os adultos têm o lácteo como aliado para o bom funcionamento da flora intestinal. Além de saborear a bebida ambos estão sendo beneficiados com as proteínas, vitaminas e cálcio que ela oferece.

O iogurte tem origem turca e é obtido a partir da ação combinada de duas espécies de bactérias, a Streptococcus thermophilus e a Thermobacterium bulgaricum. Pode ser usado em bebidas geladas, tempero para saladas, em diversos molhos, sobremesas, pães e bolos.

A nutricionista Scheila Wolschick, de Lajeado, destaca que o iogurte é uma excelente fonte de proteínas – necessárias na construção, reparação e renovação dos tecidos e participação da produção de anticorpos, hormônios e enzimas – e cálcio – fundamental na formação e manutenção de ossos, dentes e unhas, e participação das contrações musculares. Contém boas quantidades de vitamina A – que tem papel fundamental na visão e pele – e de vitaminas do complexo B – necessárias para a formação de energia, produção de neurotransmissores e nas funções neurológicas normais.


Efeito antibiótico

A bebida é composta de microorganismos benéficos, podendo estimular o sistema imune e atacar bactérias nocivas. “Essas culturas de bactérias do iogurte florescem no sistema digestivo e seu efeito antibiótico age para combater inflamações e proteger o intestino de toxinas”, explica. Como fonte de cálcio, previne também a osteoporose.

Alguns iogurtes e leite fermentados são probióticos, por possuírem culturas de bactérias específicas como os lactobacillus e bifidobactérias, o que confere, segundo estudos, benefícios à saúde.


Reloginho acertado

O iogurte é considerado um regulador do intestino, pois auxilia a manter o equilíbrio da flora intestinal, que é composta por bactérias benéficas ao corpo. Scheila ressalta que essas bactérias que povoam o intestino auxiliam na digestão dos alimentos, melhoram a absorção de nutrientes, sintetizam algumas vitaminas e também evitam o crescimento de agentes patogênicos.

Determinados tipos de iogurte prometem acabar com o problema de constipação intestinal. De acordo com os fabricantes, o tipo de bactéria utilizada pra promover a fermentação atravessa a acidez do estômago e chega viva aos intestinos em quantidades suficientes para promover efeitos benéficos. Mas Scheila observa que o produto pode trazer resultados para alguns e não para outros. “Pessoas com uma alimentação saudável, uma dieta balanceada, com quantidade adequada de fibra, proteína e gordura de boa qualidade, provavelmente consigam manter a flora intestinal equilibrada, mesmo sem o uso de produtos especiais.”


Natural ou desnatado

A escolha é individual e obedece as necessidades de cada um. O iogurte natural não possui a adição de açúcar, aromatizantes e corantes, levando vantagem em relação aos iogurtes com sabor. “Uma opção é misturar frutas ao iogurte natural para melhorar seu sabor e aceitação”, sugere.

O iogurte desnatado, que contém menor teor de gordura, é recomendado para pessoas que desejam controlar o peso e para pacientes com restrição no consumo de gorduras, como os com hipercolesterolemia.


Até três porções

Como faz parte do grupo dos lácteos o consumo de iogurte não deve ultrapassar três porções diárias, somando a outros alimentos como leite e queijos. “Crianças, gestantes, mulheres em período de menopausa e idosos, apresentam necessidades nutricionais singulares e necessitam de acompanhamento profissional adequados”, salienta.

Iogurte com granola

Scheila diz que a combinação de iogurte e cereais é interessante se vista pelo fato de ser um representante de proteínas (iogurte) aliado com um carboidrato complexo (granola), formando um lanche equilibrado e que proporciona uma saciedade maior que um constituído apenas de carboidrato simples, como pães ou biscoitos. “A combinação iogurte e cereal auxilia na diminuição da absorção de gordura e no bom funcionamento intestinal. Em contrapartida, alimentos ricos em fitatos, como os cereais, podem diminuir a absorção do cálcio”, acrescenta.


Conheça alguns tipos de iogurte

Natural: resulta da fermentação do leite, não tem adições além das culturas microbianas e dos ingredientes previstos nas embalagens.

Com aromas, polpas ou pedaços de frutas: incrementado com frutas frescas, congeladas, em conserva ou compotas, além de mel, cacau e especiarias. Alguns iogurtes também têm adição de sementes, como as de maracujá.

Light: tem 25% de redução em algum de seus componentes, reduzindo o valor calórico total.

Diet: sua composição apresenta restrição total de açúcares ou de outros componentes.

Desnatado: considerado iogurte magro, tem teor reduzido de lipídios.



Matéria publicada no Jornal A Hora dos Vales - Lajeado - 05/05/10

quarta-feira, 3 de março de 2010

Estudo preocupa...


É mais um estudo alertando para um problema de saúde publica que vem crescendo rápido demais. Os índices da obesidade infantil no Brasil aumentam a cada nova pesquisa realizada. Os hábitos alimentares mudaram muito nas últimas décadas e as consequências estão surgindo. Será preciso que a sociedade, família, escola se posicionem e que mudanças ocorram.

O problema esta bem perto da gente, os consultórios de médicos e nutricionistas estão atendendo cada vez mais crianças e adolescentes obesos. E junto com a obesidade, hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia, problemas nas articulações, etc, etc...

Hoje mesmo, quando abastecia o carro, o atendente do posto de combustível, sabendo que eu era nutricionista, pediu o número do meu telefone. Tem um filho que está acima do peso, 10 anos apenas. E o pai, consciente, quer buscar ajuda profissional. Cheguei no consultório e atendi uma menina, 13 anos que está 20kg acima do peso recomendado para sua idade. Isso numa cidade pequena, num único dia...
O problema está aí e merece atenção!

Criança tem que ser sinônimo de SAÚDE!!!

Crianças obesas: maior risco para doenças cardíacas


Estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade de Carolina do Norte, Estados Unidos, revela que crianças obesas apresentam, antes dos cinco anos de idade, sinais de que terão problemas cardíacos no futuro. Na pesquisa, os cientistas descobriram que a maioria dos obesos apresentava níveis elevados de proteína C-reativa (PCR), um marcador de atividade inflamatória, que pode antever o surgimento de uma doença cardíaca.

Entre os obesos com idade de 3 a 5 anos, o índice de PCR era substancialmente maior quando comparado a 17% das crianças que estava dentro do peso. Nas outras faixas etárias, a taxa da proteína na categoria dos muito obesos era ainda maior.

"Estamos vendo mais cedo do que esperávamos a relação entre o peso e o alto nível de marcadores de atividade inflamatória", afirmou Asheley Cockrell Skinner, professora assistente da Escola de Medicina.

Eliana Perrin, co-autora do estudo, ressalta que outras pesquisas ainda são necessárias, mas garante que os resultados preocupam. "Neste estudo, não podemos identificar quem veio antes, a PCR ou a obesidade. Uma das teorias é que a obesidade leva à inflamação, que leva mais tarde a doenças cardiovasculares", disse. "O que nosso estudo aponta é que as crianças obesas apresentam mais PCR do que aquelas dentro do peso, e isso é preocupante", adicionou.


Fonte: veja.abril.com.br

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dieta da mãe influencia positivamente o hábito alimentar da criança


Mais um estudo comprovando a influencia da dieta materna sobre a criança. Este estudo recente, realizado com aproximadamente 3.000 casais britânicos, revela que a ingestão alimentar materna durante a gestação exerce mais influência no hábito alimentar da criança quando comparada com o período pós-natal.
Sabe-se que a concentração de glicose sanguínea materna durante a gestação é um fator determinante para o crescimento fetal. Isso porque a secreção aumentada de insulina fetal, liberada em resposta à maior transferência de glicose através da placenta, estimularia o crescimento fetal. Com isso, maiores seriam os níveis de gordura subcutânea.
Segundo os autores, “estudos realizados com animais já mostraram que a exposição fetal a altas concentrações de glicose sanguínea resulta em alterações no apetite dos filhos, mas a nosso ver, este é o primeiro estudo com humanos para examinar as diferenças na dieta materna pré e pós-natal e sua relação com a dieta e adiposidade do filho”.
“Como as associações de alimentação mãe-filho foram mais fortes no período pré-natal, é possível que isto reflita efeitos intra-uterinos sobre o apetite da criança, já que a glicose, os aminoácidos e os ácidos graxos são transportados através da placenta”, explicam os autores.
Referência(s)

Brion MJ, Ness AR, Rogers I, Emmett P, Cribb V, Davey Smith G, et al. Maternal macronutrient and energy intakes in pregnancy and offspring intake at 10 y: exploring parental comparisons and prenatal effects. Am J Clin Nutr. 2010 [First published ahead of print]. Disponível em: http://www.ajcn.org/cgi/rapidpdf/ajcn.2009.28623v2.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

GELATINA PARA CRIANÇAS

A gelatina é um alimento de baixo valor nutritivo, rico em açúcar e corantes. Ou seja, não traz benefício algum para a saúde da criança.
Uma análise realizada recentemente pela Pró Teste ( Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), com 11 marcas de gelatinas apontou excesso de açúcar, adoçantes e corantes perigosos. A conclusão são que estes itens não devem ser consumidos por crianças.
Vários países europeus adotam em seus produtos industrializados a frase “o consumo pode acarretar efeitos adversos na atenção e concentração da criança”, quando o produto apresentar alguns corantes como:

* Amarelo crepúsculo
* Amarelo quinoleína
* Benzoato de sódio
* Carmosina (azorrubina)
* Ponceau 4
* Vermelho allura (vermelho 40)
* Tartrazina

A quantidade excessiva de açúcar pode acostumar as crianças ao paladar doce, além de contribuir para a obesidade infantil. Quanto a presença do corantes artificiais há estudos apontando que seu consumo está associado à hiperatividade.
Quanto aos edulcorantes (adoçantes), seu consumo não é recomendado no caso de alimentos destinados à crianças e gestantes. É indicado apenas para restrição alimentar e com acompanhamento médico.
O indicado é que se o alimento estiver presente no cardápio do seu filho, que seja com moderação. O ideal é que o consumo ocorra apenas após os 2 anos de idade até 2 vezes por semana em copinhos de aproximadamente 100ml.

Uma alternativa mais saudável seria preparar a gelatina sem sabor (que não possui açúcar e corantes) e misturá-la a sucos de frutas. Outra opção é oferecer a própria fruta. O ideal é adiar o máximo possível o contato com alimentos doces e repletos de substâncias artificiais. Quanto mais natural for a alimentação do seu filho, melhor. A saúde do seu filho agradece!

Maiores informações acesse http://www.proteste.org.br/

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA VIAGENS

Nessa época, muitos alunos estão se preparando para as viagens escolares. Muitas vezes é a primeira vez que viajam sem a presença dos pais. Alguns cuidados com a alimentação são necessários, para que possam aproveitar ao máximos esses momentos. Os alunos da Escola que trabalho, pediram algumas dicas. Aí estão elas:


* HIDRATE-SE! Beba bastante ÁGUA.
* Não beba água diretamente da torneira. Prefira bebidas engarrafadas ou de caixinha tetra-pack.
* EVITE ficar espaços muito grandes de tempo sem se alimentar.
* Procure levar alguns alimentos não perecíveis e de fácil digestão: barrinhas de cereais, biscoitos, frutas previamente lavadas e não muito maduras.
* EVITE levar salgadinhos. São alimentos ricos em gordura e sal, que dificultam a digestão, podendo causar desconfortos durante a viagem.
* EVITE levar alimentos fritos ou preparados com carnes, ovos, como pasteizinhos, coxinhas, etc.
* Nas paradas em lanchonetes e restaurantes prefira os alimentos bem cozidos em vez dos crus. Carnes sempre bem passadas e de boa aparência. EVITE as saladas cruas e as FRUTAS já descascadas e cortadas.
* Lembre-se de LAVAR sempre as MÃOS antes das refeições;
* Prefira os alimentos industrializados aos preparados. E atente sempre para o prazo de validade e condições da embalagem.
* Evite comprar alimentos de vendedores ambulantes. O risco de contaminação é maior.
* Evite todos os tipos de molhos, especialmente maionese e natas.
* EVITE excessos, as comidas gordurosas e a ingestão de alimentos aos quais não está habituado!

Procure ter alguns CUIDADOS com sua ALIMENTAÇÃO e aproveite o máximo sua VIAGEM!!!